• 2nd January
    2012
  • 02

Moedas de cobre nunca serao moedas de ouro.

Tchau, 2011! E obrigado, viu? É, obrigado. (…) Hoje me perguntaram se você tinha valido a pena, dois-mil-e-onze. E então respondi: 2011. Tá acabando feliz, não é? Gente sabendo que vai perder os outros e antecipando saudade, gente ficando junto, gente comemorando, gente, gente, gente. Quanta gente, viu? Mas 2011 começou diferente dos outros anos, eu ainda estava morando ‘sozinho’, começava meu primeiro ano como veterano, desculpe dois mil e onze, mas eu não tinha muita fé em você quando começou. Não tinha mesmo, só achei que continuaria morando lá, nada de novo, nenhuma história, nada. Foi exatamente por isso, nenhuma história, eu quis mudar. Resolvi ir para uma república, comp8, e mudou viu, e tem histórias viu.
Mas 2011 me ensinou bastante coisa. Eu amei e fui amado, mas não deu certo não, sabe? Eu amei e não fui amado. E como doeu. Mas eu cresci, endureci e esfriei. Eu fui amado e não correspondi também. E me senti culpado por isso. Eu perdoei erros imperdoáveis e conheci pessoas incríveis. Perdi pessoas que nunca achei que perderia e também perdi pessoas que achei que não viveria sem ou que não teria graça. Aprendi também que só preciso de mim pra viver, pra respirar. Aprendi que não importa quantos para sempres prometamos, nunca devemos desistir deles. Por mais que não exista.
Talvez esse foi um ano pelo qual sempre sonhei, de certa forma deu tudo certo, e você, 2011, não vai ficar no passado, você só é um fato, uma pedra, pro futuro, que a partir daqui será completamente outro, e promete viu.
Eu abandonei pessoas por medo de machucá-las. Eu nasci, eu escrevi e senti. Eu amadureci, eu cresci e aprendi. Me perdi várias vezes também. Eu senti falta, senti saudades e sinto até hoje. Tenho nostalgias que sei que nunca sairão do peito, mas agradeço pelo momento ter acontecido. Eu fiz histórias pra contar e ralei algumas vezes o joelho. Eu aprendi que as pessoas não merecem me ver triste. Nem as que se importam, nem as que torcem pela minha decadência.
Eu sei que não deveria estar falando como se você estivesse acabado, pois, faltam 3 dias ainda, e aprendi que isso é mais que tempo suficiente pra algo acontecer. Vamos de um momento muito perfeito para outro em que estamos pra desmoronar e chorar em menos de 3 dias, mas pode ser ao contrario também. Eu aprendi que talvez encontramos alguém simplesmente perfeito pra você, onde menos espera, e tudo que tem que fazer é agir, sem pensar muito, porque isso atrapalha. Mas também aprendi que o fato dessa pessoa ser perfeita pra você, a recíproca não é verdadeira e que o mundo é grande, e algum dia encontramos a que satisfaça a afirmação!
Eu descobri que existem músicas perfeitas que não dão pra enjoar e mesmo assim enjoamos delas, e talvez isso não serve só pra músicas.
E no futuro seria como Ted, “bem garotos, no ano de 2011…”
Algumas  coisas simplesmente valem a pena. Por mais que doam, valem a pena. Aprendi também que certas pessoas não valem a dor que causam. E perdi a conta de quantas vezes fui dormir pensando que era o fim do meu mundo e quando acordei na manhã seguinte já estava tudo bem. Mas passa, tudo passa, 2011 passa, e eu vou sentir saudades, de 2011, de mim, mas isso também passa. E 2012 será grande, será legen…espere…dário, e melhor que 2011, porque não? Me surpreenda cara!
e.. Ah, certas pessoas valem a pena. Certas histórias valem a pena escrever.

  1. melhorquevodca posted this